Autismo, compreendendo o básico

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O que é autismo?

Algumas pessoas conhecem o autismo como “aquela doença em que a criança vive presa em seu próprio mundo”. Essa afirmação não está de toda errada, mas é um tanto quanto simplista. O autismo é uma desordem neurocomportamental extremamente complexa, que inclui um espectro de gravidades que vai desde casos leves, praticamente imperceptíveis aos olhos dos leigos, a casos graves e de difícil controle. Eu costumo dizer aos meus pacientes que a combinação dos sintomas apresentados no autismo é tão diverso quanto um espectro de luz, que vai desde o infravermelho (casos mais brandos) ao ultravioleta (casos mais severos), daí a recente mudança de nomenclatura desse distúrbio de “autismo” para “transtorno do espectro autista”.

Os principais sintomas do Transtorno do Espectro Autista consistem em: prejuízos nas habilidades de interação social e no desenvolvimento da linguagem e da comunicação, bem como comportamentos e interesses estereotipados ou repetitivos. Isso quer dizer que crianças portadoras dessa síndrome normalmente demoram para desenvolver a linguagem e apresentam dificuldades em se comunicar e interagir com terceiros, daí aquela impressão de que vivem presas em seu próprio mundo. Para elas, tão complicado quanto se comunicar através de palavras, gestos e toque, é compreender o que as outras pessoas pensam e sentem, o que só vem a dificultar ainda mais a socialização e contribuir para o isolamento. Embora este seja o sintoma mais marcante e conhecido do autismo, existem outros tão característicos quanto. É o caso dos movimentos estereotipados, como balanceios, rodopios e movimentos de abanar as mãos, assim como a resistência à mudanças na rotina e auto-agressão.

O autismo é quatro vezes mais comum em meninos que meninas e se inicia tipicamente nos três primeiros anos de vida. Algumas crianças apresentam sinais ao nascimento. Outras parecem se desenvolver normalmente até surgirem sintomas entre um e três anos de idade.

O que causa o autismo?

Antigamente, a causa desse transtorno mental era atribuída às mães das crianças portadoras, conhecidas, nesse caso, como “mães geladeiras”, por serem consideradas afetivamente frias. Essa hipótese, entretanto, já foi por água abaixo há décadas. Hoje acredita-se que a etiologia seja multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, como pai ou mãe de idade avançada, exposição gestacional a alguns tipos de drogas ou medicações e uso de álcool na gravidez. Em alguns casos, o autismo também pode ser causado por doenças metabólicas ou infecções congênitas.

Exatamente porque o autismo ocorre ainda é incerto. Pesquisadores sugerem que pode surgir a partir de anormalidades no cérebro em áreas responsáveis pela interpretação da sensibilidade ou no processamento da linguagem.

Para saber mais sobre o autismo clique aqui. Apesar de ser um pouco antigo, o vídeo é bastante esclarecedor.

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4 comments

  1. Lucia disse:

    Ótimo artigo, doutora! Sou fisioterapeuta e convivo com esse drama todos os dias. Mães que não sabem como lidar com seus filhos autistas, pais que rejeitam o diagnóstico e até o filho, as vezes. Espero mais novidades sobre o tema. Um abraço.

  2. Hosting disse:

    A participacao dos pais e dos familiares e considerada um elemento essencial nos programas de intervencao para criancas com autismo.O pressuposto basico do treinamento comportamental dos pais, e que o comportamento das criancas e aprendido e mantido atraves de contingencias dentro do contexto familiar, e que os pais podem ser ensinados a mudar essas contingencias para promover e reforcar o comportamento adequado.

  3. 05/02/2017Este é o blog certo para quem quiser saber mais sobre este tópico. Você percebe o quanto é difícil discutir este assunto com você. Você definitivamente coloca uma nova rotação sobre um tema que é conhecido por todos nos. Esta muito ótimo!

    05/02/2017

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