Síndrome do Pânico: como surge e como controlar as crises

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Síndrome do pânico: como ela surge e quais são seus sintomas

“A primeira crise de pânico é como o primeiro amor, doutora. A gente nunca esquece”, foi o que disse um dos meus pacientes, na sua primeira consulta, em tom de brincadeira. Mas existe verdade por detrás dessa afirmação. Os ataques de pânico são crises súbitas e intensas de ansiedade, caracterizadas por palpitação, desconforto torácico, falta de ar, sudorese, tremores, formigamento, sensação de tontura ou desmaio, medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer. Nada agradável, portanto quem já sentiu de fato nunca esquece.

A ansiedade é um sentimento normal e benéfico ao ser humano, na medida em que o alerta para um perigo iminente. Ao se deparar com uma situação ameaçadora, é interessante ao individuo que seu coração acelere, sua pupila dilate, sua respiração se torne mais rápida, assim ele adquire forças para lutar ou para fugir. Entretanto, algumas vezes, esse nosso sistema de alerta falha e nos dá um alarme falso, disparando na ausência de uma situação realmente perigosa. É isso que ocorre no primeiro ataque de pânico, que na maioria das vezes é interpretado erroneamente como um ataque cardíaco, um AVC ou outra situação catastrófica.

Ciclo do pânico.
Espiral do Pânico.

Para controlar as crises, procure realizar a respiração diafragmática, que consiste em inspirar profundamente pelas narinas e expirar pela boca. Os movimentos devem ser pausados, para desacelerar a respiração, contando-se até três para cada fase: inspiração – pausa – expiração – pausa. Utilize os músculos do abdome, em detrimento dos músculos torácicos (empurrar o abdome para fora enquanto inspira e contraí-lo para dentro enquanto expira). E lembre-se: não se morre de um ataque de pânico. É desagradável, mas tende a passar em alguns minutos.

Caso apresente crises frequentes, procure um médico psiquiatra.

Clique aqui para saber mais sobre a respiração diafragmática.

Fonte da imagem: MANFRO, Gisele Gus et al . Terapia cognitivo-comportamental no transtorno de pânico. Rev. Bras. Psiquiatr.,  São Paulo ,  v. 30, supl. 2, Oct.  2008.

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5 comments

  1. Paula disse:

    A Senhora descreveu todo o suplício que tenho sentido nos últimos 10 anos, depois do nascimento de minha filha. Então eu corria para as emergências dos hospitais e os médicos me receitavam rivotril e outros tranquilizantes.Hoje, não vivo mais sem tranquilizantes, mas também ainda sofro com as crises, vez ou outra.É realmente uma tortura.Estou pensando em procurar um especialista, como psiquiatra, pois não aguento mais esse tormento.

  2. Fernanda disse:

    Estou me tratando com a Dra Isabela e recomendo. Somente com ela minhas crises tem sido cada vez mais raras e eu tenho adquirido mais confiança em mim.Hoje eu sei que poderei vencer essa doença. Deus abençoe a senhora.

  3. Daniella Bezerra da Costa disse:

    Já tive a muitos anos atras crises de panicos é muito ruim me lembro constante me tratei fiquei otima durante uns 15 anos não sentia mas nada minha vida era maravilhosa a unica coisa que ainda tinha receio era ver defunto mas estava já conseguindo ver alguns só que de dezembro pra cá passei por varias crises depressivas me tirou a paz minha vida estar nas mãos de Deus e confio no senhor que irei sair dessa,são poucos os dias q tenho de alegria meus amigos não me reconhecem mas,eu era a alegria deles,meus filhos sofrem comigo e meus pais são super preoculpados em que venha acontecer o pior os dois já com a idade bem avançada tenho medo,tudo me intristece,não sou mas feliz,também não tenho uma vida financeira boa onde eu possa ter lazer com meus filhos estou passando uma das piores faces de minha vida…mas grata a Deus por me dar forças pra lutar contra tudo isso que me atormenta tirando minha paz não me deixando viver e tenho fé que Deus e dra. Isabela vou sair dessa pra melhor.

  4. siddha disse:

    Perfeito dra. foi assim mesmo que aconteceu comigo e o pior nessa época de natal achei qye estava sozinha no centro da cidade e comecei a enlouquecer. ….isso foi em 1999 …. graças a Deus hoje estou boa ….mas tô sempre em alerta pois tenho medo que volte. …obrigada pela força que a senhora ne deu e pela minha cura.

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