Suicídio

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“…Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.
Não se mate…”

(Carlos Drummond de Andrade – Não se Mate)

Suicídio: um tabu, um pecado, um alívio, o inconcebível, o injustificável, o fim… Cada um de nós carrega consigo um significado para essa palavra, mas poucos ousam debater sobre ela. Por ser culturalmente reprovável, a sociedade trata desse tema com esquiva e aversão, considerado o simples fato de falar sobre ele como algo impuro ou perigoso. Antigamente, os próprios livros de psiquiatria recomendavam aos psiquiatras que não pesquisassem a presença de ideação suicida em sua clínica diária, caso contrário, poderiam induzir os pacientes a atentarem contra a própria vida. Entretanto, isso é um mito. Conversar acerca do suicídio é de suma importância, na medida em que nos permite identificar a intenção de praticá-lo e assim tomar as medidas cabíveis para preveni-lo.

Para quem quer ajudar:

Algumas pessoas revelam sinais diretos de que pretendem dar cabo à própria vida, afirmando, por exemplo, que viver não vale a pena, que não há esperanças, que seria melhor morrer ou sumir. Escrever cartas despedindo-se de amigos e familiares, comprar arma, corda ou comprimidos, elaborar o testamento, quitar as dívidas ou tratar de outros assuntos pendentes também podem ser sinais indiretos da intenção de praticar o suicídio. Identificado algum desses comportamentos, é importante que amigos e familiares instituam uma vigilância de 24 horas por dia e busquem imediatamente uma ajuda profissional, visto que estão diante de uma situação de emergência. Nesse momento, também é fundamental impedir o acesso a meios potencialmente letais, como armas, cordas e medicações psicotrópicas.

Para quem quer ser ajudado:

O primeiro passo para quem quer ser ajudado é revelar a alguém seus pensamentos sobre suicídio o mais rápido possível. Pode ser um amigo, familiar, líder religioso, psicólogo, psiquiatra ou qualquer outro sujeito que possa ajudá-lo nesse momento de crise. Caso não exista ninguém disponível para isso, procure um pronto-socorro e converse com o médico plantonista, essa é de fato uma situação de emergência e merece seriedade.
Procure a companhia de amigos e familiares. A presença deles é importante não apenas por uma questão de vigilância, mas também de conforto e apoio emocional. Alguns estudiosos afirmam que a maior oportunidade para se matar jaz no simples fato de estar sozinho.
Busque uma avaliação psiquiátrica. Vários transtornos mentais podem cursar com ideação suicida, como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, dependência química, etc. Para todos eles, existe sim um tratamento disponível, o qual, uma vez iniciado, pode proporcionar o alívio para todo esse sofrimento.

E lembre-se: até no céu há tempestades. Por maior que seja seu fardo, sempre existe uma solução para lidar com ele. O suicídio é um caminho sem volta, que invalida todas escolhas que você poderia ter feito. Não vale a pena.

Segue uma música:
Clipe: Marcelo Jeneci – Felicidade
Letra da música

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